terça-feira, 13 de abril de 2010

Higiene

Os alunos do 2º Ano, estão estudando sobre a importância da higiene corporal para a saúde.
A profe Vânia contou a história do João Sujinho, eles dramatizaram, brincaram e depois escreveram textos recontando a história.
A profe ficou muito feliz, pois os textos ficaram lindos. Parabéns a todos os alunos.
Vejam só o texto do colega Wesley que os alunos reestruturaram, melhorando a pontuação, a concordância e os conectivos.




João Sujinho


Era uma vez um menino que se chamava João Sujinho. Ele não lavava o sovaco, tinha bafo de onça, piolho, cheiro de xixi e de cocô.
Ele não tinha amigos. Mas encontrou o coelho e perguntou:
- Quer brincar comigo?
- Não, você é muito sujo!
Porém, o único amiguinho do João era o porco, que queria brincar de rolar na lama, cheirar cocô, comer lesma e minhocas.
No entanto, apareceu a fada que ensinou a tomar banho, escovar os dentes, lavar o sovaco, tirar os piolhos, cortar as unhas, assoar o nariz...
Então ele encontrou muitos amigos para brincar. O porquinho também pediu para brincar, mas eles disseram:
- Não, você é muito sujo!

Autor: Wesley I. W. Boscatto
Reescrito 2º Ano Dinamarca.


Agora o texto da colega Gláucia que os alunos reestruturaram, melhorando a pontuação, a concordância e os conectivos.


João Sujinho

Era uma vez um menino que se chamava João Sujinho. Ele tirava meleca do nariz, não tomava banho, cheirava xixi, tinha piolho...
Ele não tinha amigos. Então ele foi chamar os bichos:
- Cabrito, quer brincar comigo?
- Não, você é muito fedorento!
Então o gato veio e João perguntou:
- Gato, quer brincar comigo?
- Não, você é muito sujo!
- Coelho, você quer brincar comigo?
- Não, vai sujar meu pêlo!
(...)
- Veio o porco e falou:
- João, vamos brincar de cheirar cocô e de comer lesmas e minhocas?
- Ele não quis brincar com o porco.
A fada apareceu, levou o João até o chuveiro e ele tomou banho. Assim, ele encontrou muitos amigos para brincar.

Autora: Gláucia.
Reescrito: 2º Ano Estados Unidos.

Fotos do Teatro

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mídias

Vivemos em uma época que é impossível viver isolado.
Hoje o progresso já se espalhou por todos os recantos do planeta, embora alguns lugares se desenvolvem mais que outros.
No mundo de hoje quase todos os povos conhecem rádio a televisão, computadores com acesso a internet.
Pensando nisto e unindo ao projeto que temos em nossa escola relacionado com a mídia, desenvolvemos com os alunos das 7ª Séries do turno matutino um trabalho sobre a importância e a evolução dos meios de comunicação.
Professora de Geografia - Silvane Cantelli.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO

       Textos produzidos por alunas de 7ª série nas aulas de História.

TEXTO 1

Diário de Anabel



Sociedade Cruel – Bruna Jora e Lana Baron – 7ª 24 (Manoel Bandeira)


Janeiro

18 É muito difícil viver em uma sociedade preconceituosa. É difícil ter só oito anos e ser escrava. Minha mãe e meu pai foram trazidos da África pelos brancos para trabalhar. Os meus pais já trabalharam nas minas de diamantes, ouro e agora estão nas lavouras.


Fevereiro

19 Hoje foi um dia difícil, meu pai desobedeceu as regras porque estava cansado de ser escravizado. Por isso, ele foi punido com chibatadas. Eu estava por perto e vi as maiores cenas de horrores da minha vida. Foi a primeira vez que vi aquilo, pois minha mãe sempre me privava disso.

Março

20 Hoje eu sou catequizada por uma religião que não conheço, mas sou obrigada a seguir. É horrível ver as crianças brancas brincarem e fazer tudo o que elas querem enquanto eu tenho que ajudar meus pais na lavoura, assim como todas as crianças negras que conheço por aqui. Muitas vezes elas passam por mim dando risada da minha cara, com ar de deboche, e eu não posso fazer nada, nem me defender!

Abril

21 Além de trabalhar e viver uma vida difícil como eu vivo, eu tenho sonhos como qualquer pessoa, pois isso é a única coisa que não podem tirar de nós. Tenho sonhos como: ser livre e não ser alvo de preconceito dia e noite, ter roupas bonitas como as crianças brancas e não as furadas e sujas que tenho hoje. Mas sei que isso não será possível, pois sou negra e o negro não tem valor nenhum diante dessa sociedade branca. Mas sei que a melhor coisa e a mais importante para se viver é o amor dos meus pais.

Maio

22 Espero que um dia essa escravidão acabe junto com o preconceito. Que as pessoas tenham direito de ir e vir independentemente da sua cor, que eu possa seguir a minha religião e os meus costumes. Espero que toda essa miséria que temos que viver hoje, acabe e que o ser humano se torne um pouco mais compreensivo e menos agressivo, para que assim, pais e filhos de famílias negras possam viver em suas próprias casas, sem ser obrigados a fazer serviços que ninguém faria.


TEXTO 2

     A Discriminação - Débora Lúcia Francisco e Mirela Romani – 7ª 26Sou criança negra e pobre, em minha vida, odeio tudo!



-Primeiro dia de aula: Foi a treva! Briguei com todo mundo, xinguei a professora, pois ela me humilhou por que sou negra.
        A culpa é da minha mãe e do meu pai que me fizeram assim, tenho muita vergonha, pois são negros e escravos.
       Minha mãe está grávida pela 15° vez de trigêmeos. Vou fugir de casa amanhã.
       Hoje tentei fugir, mas não deu muito certo. O chato do patrão da minha mãe me pegou no flagra. Ai que fúria! E ainda por cima, apanhei da bruxa que diz ser a minha mãe. Mas ser filha daquela bruxa, não sou não!
      Não tenho amigas, nem amigo, ninguém me da atenção!
      Semana passada, quebrei o braço, foi de propósito para ver se me davam atenção, mas nem assim eu ganhei consegui me fazer notar. Já a minha irmã, quebrou a unha e ganhou toda a atenção do mundo.
      Nunca mais vou ir à escola, pois não gosto de ser discriminada.
      Anos depois...
      Agora que cresci, percebo que foi ruim deixar de estudar. Tenho amigos brancos e negros.
      Também voltei para os estudos. Por que descobri que dar ouvidos para pessoas preconceituosas, não leva a nada...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A SÁTIRA DA INDEPENDÊNCIA


Após trabalhar a Independência do Brasil, os alunos de 7ª séries criaram charges a partir do tema: Sátira da Independência.






Eduardo Schuck, Gean Pasinatto e Jefferson Tironi - 7ª 26



ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA)

Trabalhamos nas aulas de História com os alunos de 5ª série, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A partir de debates e leituras, os alunos escreveram quadrinhas sobre o assunto estudado. Podemos perceber que alguns alunos já estão cientes de seus direitos e obrigações. Confira a seguir:

DIREITOS E DEVERES DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Se seu filho for explorado
A sua responsabilidade será
Por isso não deixe
Seu filho na rua (Eduarda e Bárbara - 5ª 18)

Têm deveres Crianças
Mas também Obrigação
Podemos ajudar os pais
Isso não é exploração (Gabriela Tedesco - 5ª 18)

Tem crianças que são abandonadas
Machucadas e Carentes
Seus pais deveriam
Dentro de suas casas educá-las. (Christian, Larissa e Lígia - 5ª 19)

As crianças do Brasil
Tem direitos iguais
Ensino e Educação
Isso são leis da Constituição (Renan, Yan e Fabiano - 5ª 18)

Direito a Igualdade
Pobres ou não
Todos Têm direito
A alimentação ter

Todos precisamos de assistência
Para crescer com segurança e dignidade
Somos Crianças
E queremos um futuro de verdade (Cauana, Cleiton e Giovani - 5ª 18)

Crianças tem direito
De ter sua certidão de nascimento
Do contrário, nunca vai se Reconhecer
Então, vamos fazer acontecer! (Paula e Ketlen - 5ª 19)

Sou deficiente
Mas com ando amigos legais
Isso é normal
Pois somos todos iguais

Muitas pessoas têm preconceito
Com deficiência física
Mas tenho meus direitos
E tenho minhas conquistas (Arlei e Samuel - 5ª 18)

Toda criança problemática ou não
Tem que ter assistência para crescer
Uma casa quentinha para morar
Ser feliz e se desenvolver (André, Lucas e Ricardo - 5ª 19)

Na hora do acidente
Todos Devem se salvar
Mas uma criança
Sempre em primeiro lugar (Jonatahn e Samoel - 5ª 19)


Professora: Eliane Regina Suzin

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

II Festival de Oratória dá R$450,00 às classificadas


          Aconteceu na Escola Básica Municipal Giuseppe Sette no dia 12/11 o II Festival de Oratória, organizado pela professora de português Maristela Guedes. Também foi apresentado à comunidade escolar o Hino da Escola que teve letra escrita pelos alunos e a música é um arranjo dos filhos da professora Inácia Ribeiro que são ex alunos. Estas atividades fazem parte do projeto da Escola denominado: “O SER HUMANO E SUAS RELAÇÕES COM O MEIO FÍSICO E SOCIAL.”





Vitória Colussi, Carina Krause e Joanna Poletto foram as ganhadoras



    A EBM Giuseppe Sette realizou o II Festival de Oratória nesta quinta-feira, dia 12. Os temas expostos e os argumentos defendidos pelos oradores não foram nada fáceis, o que explica a qualidade de conteúdos e de ideias apresentadas depois de muita pesquisa.
    Os oito jurados avaliaram a dicção, a postura e o conteúdo. Em primeiro lugar, ficou Vitória Colussi, com o tema Inclusão. Ela recebeu o prêmio de R$ 200,00. Carine Krause ficou em segundo e ganhou R$150,00, com o tema Pedofilia. E, em terceiro lugar, Joanna Poletto instaurou a reflexão sobre o tema Nazismo e ficou com R$ 100,00.
    Todos os participantes receberam certificado de participação. Paula Machado discorreu sobre o Controle de Natalidade; Gustavo da Silva sobre Alimentação; Fernanda Fossatti, Tráfico de Seres Vivos; Jaine Cavalli, Drogas; Bruna Jora, Prostituição Infantil; Carol Flores, Preconceito; Suelen Pereira, Desmatamento.
    A professora de Língua Portuguesa e coordenadora do Festival, Maristela Guedes, incentivou os alunos a buscarem sempre mais para a sua formação. Entre o juri, composto por professores e profissionais da imprensa, a admiração em relação à qualidade do conteúdo e à maturidade dos temas escolhidos

1ª COLOCADA


Inclusão escolar 

    Em resumidas contas, antes do século XX não existia a idéia de inclusão, a maioria das pessoas principalmente mulheres, deficientes físicos e mentais, de outras etnias ou pobres não tinha o direito ou as condições mínimas para freqüentarem a escola Mas já no século XX começa a chamada segregação. Mais pessoas tem acesso à escola, porém dificilmente se misturam com os alunos representantes da classe dominante.
    Na segunda metade do século surgem as “escolas especiais” que atendem crianças “deficientes” e mais tarde as classes especiais dentro das “escolas comuns”. Surge assim uma aberração pedagógica, a separação de dois sistemas educacionais, por um lado à educação comum e do outro lado a educação especial.
     Já na década de 70, aparece a integração. As escolas comuns aceitavam alguns alunos, antes rejeitados ou marginalizados, desde que conseguissem adaptar-se o que raramente acontecia.
    Finalmente chegamos aos anos 90, e com eles a inclusão. Só há um tipo de educação, e ela é para todos sem restrição nem separação.
    A inclusão começou como um movimento de pessoas com deficiência e seus familiares na luta pelos direitos de igualdade na sociedade. E como a maioria desses direitos começa a ser conquist5ado a partir da educação.
    Inclusão é “estar com o outro e cuidar uns dos outros”, dizer: “seja bem vindo!”. Inclusão trata de como nós lidamos com a diversidade, com a diferença de uma maneira positiva o que também deve acontecer na escola.
    A inclusão escolar se prioriza na educação especial que é o ato de incluir pessoas portadoras de necessidades especiais na plena participação de todo o processo educacional. Só que aqui não estamos falando de “educação especial”, todos nós aqui fazemos parte da “educação”, não havendo a necessidade de uma outra educação, somente um cuidado especial com a eliminação de barreiras arquitetônicas, pedagógicas e conceituais; assim como ressaltar a prática de ensino adequado às particularidades, como o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), do código Braile, uso de recursos de informática, e outras ferramentas e linguagens, mas sem discriminação.
    Não existem normais e deficientes; existem os diferentes, que somos todos, existem as pessoas, seres humanos com o direito a uma vida digna e feliz.
    Os cursos de formação de professores (licenciatura e pedagogia) devem alterar seus currículos, de modo que os alunos, futuros professores, aprendam práticas de ensino adequadas às particularidades e reflexão teórica da educação inclusiva.
    As secretarias de educação devem proporcionar aos seus professores, em exercício das suas atividades educativas, a oportunidade de fazerem uma reflexão, através de debates, cursos ou palestras e, além disso, proporcionar principalmente material para trabalhar com tais crianças. Visando a melhoria de seus conhecimentos e habilidades para melhor educar todos os seus alunos.
     Acolher pessoas com diferenças desafiantes em nossas escolas e comunidades não é simplesmente para o bem delas; é antes para o bem de nossa própria saúde e de nossa própria sobrevivência. O que será de nós quando estivermos velhos? Se nós , agora não ensinarmos as crianças a serem inclusivas, acolhedoras, quando chegarmos a velhice, provavelmente , elas nos esquecerão!
    Podemos comparar a inclusão com a Metáfora da gravidez. “Não se pode estar um pouco grávida, assim como não se pode estar um pouco incluída”. Quando a mulher engravida, muda tudo: seu corpo, seu estado de ânimo, seus desejos. Não há como incluir e não mudar. È muito difícil, mas também é maravilhoso. Se alguém não tivesse ficado grávida, nós não estaríamos aqui; se alguém não nos tivesse incluído, nós não estaríamos aqui. Se nós não incluirmos agora, talvez, ninguém nos incluirá no futuro.

Aluna: Vitória Colussi 8ª Série da EBM Giuseppe Sette